Este é o terceiro livro da professora, tradutora e escritora Helena Polak sobre o tema Transtorno de Personalidade Limítrofe ou Borderline, agora sugerida uma nova nomenclatura, Transtorno de Regulação Emocional. O primeiro, Sensibilidade a flor da pele, na apresentação a autora define: o livro aborda as características do transtorno, possíveis causas e tratamentos, emoções e dúvidas frequentes, atitudes que podem ser eficazes, dificuldades encontradas em situações mais extras, e recursos para melhorar a convivência através de maior compreensão e compaixão. Um livro direcionado a familiares e cuidadores de pessoas com o transtorno. O segundo livro, Alta Sensibilidade Emocional - novas perspectivas - direcionado ao border com o objetivo de contribuir para proporcionar mais segurança e tranquilidade às pessoas em busca de respostas, incentivando-as a procurar o suporte familiar e/ou profissional tão essencial para sua recuperação. Neste, é transcrito parte considerável do trabalho do livro anterior até mesmo pela necessidade de quem está tendo acesso a ele sem ter lido o primeiro. Nós, borderlines completa até então a trilogia sobre o assunto através de depoimentos de pessoas que sofrem do Transtorno de Personalidade Borderline. Experiências extraordinárias através de textos e poemas.
"Borderline é um termo em inglês que quer dizer fronteiriço, limítrofe, e que denomina o transtorno de pessoas que vivem exatamente assim: no limite de suas emoções" - Ana Beatriz Barbosa Silva, médica pós-graduada em psiquiatria e escritora.
20 de agosto de 2014
10 de agosto de 2014
O ALCOOLISMO/Ronaldo Laranjeira e Ilana Pinsky. 9ª edição - ~São Paulo: Contexto, 2012.
O Alcoolismo é um livro escrito por uma das maiores autoridades nesta área o médico psiquiátrico PhD pela Universidade de Londres, Ronaldo Laranjeira, em parceria com a psicóloga Ilana Pinsky e faz parte da 'Coleção Conhecer e Enfrentar', publicada pela Editora Contexto. Asseveram que 10% da população brasileira é dependente do álcool. Questionamentos como 'Quais os limites entre beber socialmente e ser alcoolista?' 'Quais os caminhos para se enfrentar o problema?' 'Que políticas públicas poderiam ser lapidadas em nosso país'? Também discutem os mitos e verdades sobre o alcoolismo. Um livro destinado a todos. indistintamente! Desde utilizado nas escolas, como referencial de cursos sobre o tema, ao usuário socialmente ou dependente, familiares e, principalmente, autoridades. É uma questão que atinge toda a sociedade em suas classes sociais. Interessante que além de conceituar o alcoolismo dedicam também sobre os efeitos das bebidas alcoólicas, prevenção do alcoolismo e o tratamento do alcoolismo. Alcoolismo que tem deixado sua marca através de problemas físicos, psicológicos e sociais.
25 de junho de 2014
ANSIEDADE: como enfrentar o mal do século: a Síndrome do Pensamento Acelerado: como e porque a humanidade adoeceu coletivamente das crianças aos adultos / Augusto Cury. - 1. ed. - São Paulo: Saraiva, 2014.
Não se pode desconhecer o gênero
literário de auto-ajuda como um fenômeno na atualidade. Um produto comercial da
‘indústria cultural’, onde manuais se apresentam como ‘fórmulas mágicas’ para a
superação dos males que determinam o mental das pessoas nessa lufa-lufa
cotidiana. É um gênero que adota procedimentos linguísticos a partir de
premissas apelativas, próprias dos segmentos religiosos que se alicerçam na ‘teologia
da prosperidade’, ou estes naquele. Isso pouco importa. Tudo se resume na venda
de sonhos. Muitas vezes assassinam bases cientificas através de novas
nomenclaturas ou interpretações trazendo a ciência ao senso comum.
ANSIEDADE: como enfrentar o mal
do século: apresenta a Síndrome do Pensamento Acelerado: como e porque a
humanidade adoeceu coletiva- mente, das crianças aos adultos – o autor a
qualifica como ‘uma das doenças mais penetrantes da atualidade’ ainda pouco
conhecida por psicólogos e psicoterapeutas, ‘não raro a SPA é confundida com
hiperatividade ou transtorno do déficit de atenção’.
Como tantos outros, na contra capa uma advertência: ‘Você sofre por antecipação? Acorda cansado? Não tolera trabalhar com pessoas lentas? Tem dores de cabeça ou muscular? Esquece-se das coisas com facilidade? Se você respondeu que ‘sim’ a alguma dessas questões, é bem provável que sofra da Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA) – o grifo é nosso. E continua, ‘neste livro, você entenderá como funciona a mente humana para ser capaz de desacelerar seu pensamento, gerir sua emoção de maneira eficaz e resgatar sua qualidade de vida.
Senso Comum ou ciência?
A grande preocupação é que esses
autores começam - homeopaticamente - a serem utilizados como referência bibliográfica em cursos de graduação e pós-graduação em faculdades e Universidades,
desconhecendo valor científico da metodologia.
Luiz Humberto Carrião
28 de maio de 2014
O CÉU DOS SUICIDAS / Ricardo Lísias. – Rio de Janeiro : Objetiva, 2012.
Ricardo Lísias nasceu em 1975, em São Paulo. Publicou os os romances Cobertor de Estrelas (Rocco) traduzido para o espanhol e o galego, Duas praças (Globo), terceiro colocado no prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira de 2006, e O livro dos mandarins (Alfaguara), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, em 2010. É autor também do livro de Contos Anna O e outras novelas (Globo), finalista do Prêmio Jabuti de 2008.
O livro descreve um recorte da convivência do autor com um sentimento de culpa relacionado a um amigo suicida apresentado com vários sintomas de transtorno de personalidade como ideia de suicídio, internamento em clínicas especializadas, automutilação, sensibilidade à flor da pele, ansiedade incontrolável, surto de ira: quebra de filtro, máquina de café, liquidificador, forno microondas e computador; uso de drogas ilícitas e finalmente, suicídio consumado, ao tempo em que, coloca para fora seus ‘monstros’, também. O céu do suicida é a própria morte - 'quem disse que é errado morrer'?
O livro descreve um recorte da convivência do autor com um sentimento de culpa relacionado a um amigo suicida apresentado com vários sintomas de transtorno de personalidade como ideia de suicídio, internamento em clínicas especializadas, automutilação, sensibilidade à flor da pele, ansiedade incontrolável, surto de ira: quebra de filtro, máquina de café, liquidificador, forno microondas e computador; uso de drogas ilícitas e finalmente, suicídio consumado, ao tempo em que, coloca para fora seus ‘monstros’, também. O céu do suicida é a própria morte - 'quem disse que é errado morrer'?
Luiz Humberto Carrião
13 de janeiro de 2014
FRANZ KAFKA, uma análise biográfico-psicanalítica
KAFKA E A MARCA DO
CORVO: romance biográfico sobre a vida e o tempo de Franz Kafka / Jeanette
Rozsas. -São Paulo: Geração Editorial, 2009.
Literatura e Psicanálise –
existe relação entre elas? Uma coisa é certa, a literatura pré-existe à
psicanálise. Depois, Gilcia Gil Becker assevera
que ‘como fruto da subjetividade e forma sublimatória da pulsão, a literatura
fornece preciosos elementos para análise das manifestações inconscientes’, reporta
a Freud ‘que sempre reconheceu o quanto a arte e a literatura anteciparam e
confirmaram as descobertas da clínica psicanalítica’. O grego Sófocles que o
diga!
Jeanette Rozsas nos coloca
como psicanalista numa cadeira ao lado de um divã onde Franz Kafka se dispõe a
falar de sua infância interrompida, de sua adolescência roubada, das
invalidações, de sua mente inquieta. Na adultez, os esforços frenéticos para
evitar um abandono real ou imaginário; relacionamentos instáveis; perturbação
de identidade com resistência a autoimagem; recorrência a pensamentos suicidas;
instabilidade afetiva; sentimento crônico de vazio.
Não se trata de obra de
ficção. Jeanette construiu os diálogos com esmero cuidado na seleção de cartas
e diários do biografado e seus amigos mais próximos. Traz desde a sua
introdução um extraordinário texto descritivo sobre a cidade de Praga do quarto
quartel do século XIX. Texto que se prende aos detalhes valorizando as mínimas
coisas. Uma paisagem que se confunde com o próprio Kafka. Praga e Kafka se
fundiram em uma só entidade. A beleza de sua obra acabou por adornar uma joia
esculpida pelos mais belos artistas do Império Austro-Húngaro, a cidade velha
de Praga.
Um livro necessário à estante de
psicólogos, psiquiatras, psicanalistas. Em ‘Kafka e a marca do corvo’ o leitor
não deixa de ser um analista num romance biográfico que revela toda a
subjetividade humana.
Luiz Humberto Carrião (l.carriao@bol.com.br)
14 de dezembro de 2013
ALTA SENSIBILIDADE EMOCIONAL, novas perspectivas/Helena Polak: Clube de Autores. São Paulo. 2013.
A autora é professora e
tradutora. Mora nos arredores de Belo Horizonte – MG, onde curte a família,
amigos, as leituras, o trabalho e a natureza. Interessou-se pelo tema
Transtorno de Personalidade Borderline (Limítrofe) após um caso de pessoa muito
próxima, onde, após pesquisas e estudos sobre o tema publicou o livro Sensibilidade à flor da pele. Neste primeiro livro a autora de enfoque especial às pessoas que
convivem com o ‘border’. Interessante contribuição à literatura brasileira
sobre o assunto, uma vez que a grande maioria de site, blogs e publicações encontram-se, principalmente, no idioma
inglês. A aceitação trouxe a responsabilidade de publicar uma obra para o portador
de TPB com definições sobre o transtorno, sua identificação, a necessidade de
um profissional qualificado para o fechamento do diagnóstico, seu tratamento e
dicas para o paciente.
Traz uma informação nova exarada do Primeiro Congresso Internacional sobre Borderline, realizado na cidade de Berlim, na Alemanha, no ano de 2010, onde um dos novos nomes propostos para o distúrbio é ‘Transtorno de Regulação Emocional’, pois segundo a autora, é justamente a ‘(des)regulação emocional’ que traduz a dificuldade que a pessoa tem em regular, modular, controlar e até reconhecer e classificar suas próprias emoções.
Traz uma informação nova exarada do Primeiro Congresso Internacional sobre Borderline, realizado na cidade de Berlim, na Alemanha, no ano de 2010, onde um dos novos nomes propostos para o distúrbio é ‘Transtorno de Regulação Emocional’, pois segundo a autora, é justamente a ‘(des)regulação emocional’ que traduz a dificuldade que a pessoa tem em regular, modular, controlar e até reconhecer e classificar suas próprias emoções.
Segundo a autora, ‘foi justamente
pensando neste aspecto – o da frequente demora em se encontrar ajuda
terapêutica eficaz – e considerando que esse tempo perdido é traduzido em
sofrimento para todas as pessoas e sua família – que tomamos a iniciativa de
oferecer uma compilação de ‘primeiros passos’ para que a própria pessoa com
sintomas Borderline possa ir adquirindo mais consciência e autoconfiança até
que se consiga ter acesso ao devido apoio profissional’.
O livro é encerrado com depoimentos
de algumas pessoas diagnosticadas com Transtorno de Personalidade Borderline o
que enriquece o propósito da obra.
Luiz Humberto Carrião (l.carriao@bol.com.br)
2 de dezembro de 2013
UMA MENTE INQUIETA, Kay Redfield Jamison : tradução de Waldeia Barcelos. – 2ª edição. – São Paulo: Editora WMF Martins Fontes. 2009.
‘Um extraordinário relato sobre a doença maníaco-depressiva. Belo. Humano
e rico em informações médicas. Às vezes poético outras vezes direto, sempre
despudoradamente honesto’. (The
New York Times Book Review)
Psicose Maníaca Depressiva atualmente conhecida como
Transtorno Bipolar é uma desordem cerebral que provoca alterações incomuns no
humor, energia e capacidade de desempenhar funções. Um indivíduo com Transtorno
Bipolar sofre alterações de humor desde a mania (euforia) até a depressão
(tristeza, baixo estima e baixa autoestima). Durante a fase de mania aparece
como sintomas: sentir-se como no topo do mundo, abundância de energia, falar e
pensar rapidamente, expor numerosas ideias, pensar que é invencível, ter
comportamentos imprudentes e perigosos para si e para os outros, ter delírios
de fama, acreditar que tem relacionamento especial com alguém famoso, sofrer
falta de sono, ser facilmente distraído e frequentemente irritável. Por outro
lado, durante a fase depressiva: sentimento de falta de esperança, perda de
interesse em outras pessoas e atividades usuais, sofrer flutuação de peso,
sensação de cansaço contínuo, dormir mais que o normal ou ser vítima da
insônia, queixa de dores inexplicáveis, problemas de concentração e risco de
suicídio. Sobre as causas são relacionadas: a hereditariedade, alterações
químicas cerebrais e o estresse. No caso do transtorno bipolar não se trata apenas
de mudanças de humor durante o dia, mas sim alternâncias de fases entre mania e
depressão que podem durar dias, semanas e meses. Envolve uso de álcool e outras
drogas. Podem incluir sintomas psicóticos como alucinações (escutar, ver e
sentir coisas que não estão ali) e delírios (falsas crenças mantidas com grande
convicção). O tratamento normalmente associa o medicamentoso com psicossocial
cujo sucesso quase sempre está relacionado à sua continuidade.
Uma mente inquieta é um livro único. Traz a experiência
de uma profissional da saúde, Kay Redfield Jamison – professora associada de
psiquiatria da ‘The Johns Hopkins University of Medicine’. Coautora com o
doutor Frederick K. Godwin de um dos melhores textos de transtornos afetivos. O
livro ‘Uma mente Inquieta’ tornou-se literatura indispensável aos profissionais
da saúde relacionados e pacientes portadores do Transtorno Bipolar. Cientista dedicada
à pesquisa e ao tratamento de uma doença em que convive como paciente, chegando
ao sucesso profissional conquistando respeitabilidade mundial enfrentando os
preconceitos, dificuldades, alegrias e tristezas no seu caminhar no tempo e no
espaço.
Uma mente inquieta é um testemunho-biográfico corajoso
de uma psicóloga clinica, de leitura que prende o leitor de seu inicio ao fim.
Um livro para ser lido numa sentada só.
‘Eu não gostaria
de voltar a passar por uma depressão prolongada. Ela exaure os relacionamentos
através da suspeita, da falta de confiança e de amor-próprio, da incapacidade
de aproveitar a vida, de caminhar, conversar ou raciocinar normalmente, da
exaustão, dos terrores noturnos, dos terrores diurnos. Não há nada de bom que
se possa dizer da depressão, a não ser que ela nos dá a experiência de como
deve será velhice, ser velho e doente, estar à morte; ter a mente lerda. Não ter
elegância, educação ou coordenação; ser feio; não acreditar nas possibilidades
da vida, nos prazeres do sexo, na perfeição da música ou na capacidade de
provocar riso em nós mesmos e nos outros’. (Uma mente inquieta, p. 259/260).
Luiz Humberto Carrião (l.carriao@bol.com.br)
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