Helena Polak é professora e
tradutora, moradora nos arredores de Belo Horizonte MG, curtindo a família, os
amigos, as leituras, o trabalho, a natureza e após deparar-se com um familiar com
comportamentos ‘inesperados e preocupantes’ saiu em busca de uma explicação
para o fato. Pesquisou, estudou, consultou profissionais da área de saúde
mental até que foi constatado o Transtorno de Personalidade Borderline
(limítrofe). Diante da eficácia de abordagens específicas resolveu compartilhar
através do livro ‘esclarecimentos iniciais sobre diversos aspectos de um
transtorno pouco conhecido ainda pelo público em geral, porém, bastante comum’,
oferecendo experiência de como conviver com um ‘border’ – indivíduo acometido
pelo transtorno. Agrega ao livro comentários de pessoas com características borderline
e depoimentos de pessoas de covivência comum com os mesmos. O livro foi editado
pelo Clube de Autores, podendo ser adquirido na versão impressa ou eletrônica
pelo site www.clubedeautores.com.br.
1 – Por que distorce os fatos?
2 – Como pode ter uma memória tão
seletiva?
3 – Por que fica tão transtornada
quando acha que alguém está desconfiando dela?
4 – Por que fica descontrolada
com uma pequena mudança de planos?
5 – Por que às vezes dá ‘patadas’
quando alguém faz um comentário com as melhores intenções?
6 – Por que varia de humor de uma
hora para outra?
7 – Por que me acusa de coisas
injustamente?
8 – Por que me ataca e me xinga
sem motivo aparente?
9 – Por que às vezes tenho a
impressão de que ela não dá a mínima para os meus sentimentos?
10 – Como pode me prejudicar em
termos financeiros e profissionais sem demonstrar remorso?
11 – Por que tantas vezes me
sinto manipulado e encurralado?
12 – Como é que ela consegue ser
tão convincente em suas declarações – mesmo incorretas – perante os outros?
Para a autora, são perguntas que
se já passaram por sua cabeça, é possível que você esteja diante de uma pessoa
com Transtorno de Personalidade Limítrofe (Borderline). Em caso de
positividade, a mesma deve ser ‘contemplada, avaliada e/ou confirmada por um
profissional da área de saúde mental’, no entendimento da autora, ‘única pessoa
com competência para diagnosticar e fazer o tratamento e acompanhamento
terapêutico’ de um border. Entretanto, continua a autora, ‘a participação
positiva dos que amam a pessoa assim diagnosticada é de suma importância, razão
pela qual são oferecidas as informações e dicas aqui contidas’ (no livro).
Sensibilidade à flor da pele –
entendendo o Transtorno Borderline – um livro escrito por uma autora não
acadêmica ou profissional da área de saúde mental torna-se leitura obrigatória
àqueles que convivem com indivíduos portadores do Transtorno. Mais do que
alusivo a pesquisas, estudos, consultas - Helena Polak traz uma vivência com um
‘border’.
Luiz Humberto Carrião (l.carriao@bol.com.br)

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